É Gripe ou Resfriado?
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 É Gripe ou Resfriado?


 É Gripe ou Resfriado?  

Tire todas as suas dúvidas sobre essas duas doenças e entenda a importância da vacinação para proteger você e sua família.

Basta a temperatura cair para começar a surgirem casos de pessoas com gripe ou resfriado. Mas os dados estão mais alarmantes este ano. Foram contabilizados 446 óbitos no país até o mês de junho por causa de complicações da gripe – o dobro em relação ao mesmo período de 2017. Diante desse cenário, o melhor a fazer é se prevenir. E a vacinação continua sendo a maneira mais eficaz de se proteger dos vírus. A seguir, confira em detalhes tudo o que você precisa saber sobre o assunto antes de tomar sua vacina.

O que diferencia a gripe do resfriado? // O médico infectologista do Grupo Fleury Dr. Celso Granato explica que a Organização Mundial da Saúde (OMS) determina se um quadro é de gripe ou de resfriado pelos sintomas: Por definição, o paciente com gripe apresenta febre acima de 38 oC, tosse e dor muscular. Ele também fica desanimado, pode ter dor de cabeça e maiores chances de dor de garganta. Além disso, as vias aéreas inferiores, como brônquios, traqueia e pulmão, são as mais atingidas. Já no quadro de resfriado, o paciente apresenta sintomas mais brandos. Ele não tem febre e surge a coriza nas vias aéreas superiores (nariz, laringe e faringe)”, detalha o médico.

Por se tratar de um quadro mais intenso, a gripe costuma deixar a pessoa de cama por sete a dez dias, período necessário para o corpo ativar a imunidade e acabar com a infecção. 

Gripe e resfriado são causados pelo mesmo vírus? // Segundo Dra. Janete Kamikawa, assessora médica do Grupo Fleury, em termos médicos, a gripe seria uma infecção causada apenas pelo vírus influenza, que é, em geral, mais agressivo do que o vírus do resfriado – rinovírus. “No entanto, mesmo pessoas infectadas pelo rinovírus podem desenvolver sintomas intensos, principalmente as crianças pequenas”, revela a médica. 

Nesse sentido, Dr. Celso Granato acrescenta que metade dos quadros de gripe é causada pelo rinovírus. E alguns casos de resfriados são consequência do influenza.

É COMUM TER VÁRIOS EPISÓDIOS DE RESFRIADO NO MESMO ANO? // Sim. Isso acontece devido à grande variedade de vírus diferentes dessa mesma família. “Existem mais de 150 vírus causadores de resfriados, por isso é comum ter de dois a quarto quadros por ano. Já a gripe é contraída com menos frequência, sendo que a maioria das pessoas a apresenta uma vez a cada dois ou três anos, quando o vírus muda muito”, explica o médico.

PESSOAS HIPERTENSAS TÊM MAIS FACILIDADE EM CONTRAIR GRIPE? // Sim. Os pacientes hipertensos têm o sistema vascular mais fragilizado, uma vez que o coração precisa se esforçar mais para bombear o sangue para todo o corpo. Isso fragiliza o organismo e também influencia na imunidade.

Portanto, o paciente acaba ficando mais suscetível a infecções mais sérias.

A GRIPE E O RESFRIADO SÃO DOENÇAS SAZONAIS? // De acordo com Dr. Celso Granato, a região Norte do Brasil não tem frio e essas doenças costumam aparecer o ano inteiro. Já nas regiões Sul e Sudeste, a tendência é ter uma sazonalidade porque as pessoas tendem a fechar mais as janelas e se aproximarem mais umas das outras no frio. E isso facilita a transmissão do vírus. “A mudança de clima também favorece uma maior prevalência do vírus influenza no meio do outono – entre maio e junho –, justamente quando as campanhas de vacinação acontecem”, comenta.

O RESFRIADO PODE EVOLUIR PARA UM QUADRO MAIS GRAVE? // Dificilmente um paciente vai desenvolver uma pneumonia bacteriana por conta de um resfriado. “No entanto, se for uma gripe, as chances de complicações são bem maiores porque o organismo está fragilizado. Também podem surgir outros quadros paralelos, como bronquite, sinusite e otite, uma vez que todo o sistema é interligado e pode ser contaminado por bactérias causadoras dessas patologias”, detalha o médico.

Dra. Janete lembra ainda que a idade do paciente e a situação do sistema imunológico podem interferer na evolução para quadros mais graves.

TOMAR VITAMINA C PREVINE UM QUADRO DE GRIPE? // Segundo Dra. Janete, não existe nenhuma comprovação de que a vitamina C previna a gripe. Ter uma boa alimentação e hidratação, além da higiene adequada, vai contar muito mais nesse caso.

A VACINA PROTEGE DE TODO TIPO DE VÍRUS CAUSADOR DE GRIPE? // Não. Cada vacina protege o organismo de três a quatro vírus influenza específicos e que estarão mais prevalentes na temporada de inverno. Segundo Dr. Celso Granato, eles são definidos de acordo com um sistema coordenado pela Organização Mundial da Saúde, que coleta amostras em cada hemisfério, durante todo o ano. “A vacina é produzida com o vírus que circulou com mais intensidade no hemisfério contrário”, explica o médico.



É VERDADE QUE OS REMÉDIOS APENAS TRATAM OS SINTOMAS DA GRIPE? // Existe um único antiviral capaz de combater o vírus influenza comprovadamente: o oseltamivir, que é disponibilizado pelo SUS mediante apresentação de receita médica. Ele impede a proliferação do vírus no organismo, alterando a evolução da doença, impedindo mais danos no Sistema respiratório e aliviando os sintomas. “Mas o ideal é que seja usado nas primeiras 48 horas da infecção”, coloca Dra. Janete.

Os demais remédios são usados para aliviar os sintomas: “Antitérmico para diminuir a febre, expectorante para reduzir a tosse, um descongestionante para desentupir o nariz”, exemplifica Dra. Janete.

PESSOAS ALÉRGICAS SÃO MAIS SUSCETÍVEIS A CONTRAIR GRIPES E RESFRIADOS? // Sim. Essas pessoas costumam ter as mucosas das vias nasais mais sensibilizadas, facilitando o contágio pelo vírus. “Os alérgicos também têm tendência de produzir mais secreções e de ter mais complicações respiratórias”, constata a médica.

CRIANÇAS TÊM MAIS RESFRIADOSQUE OS ADULTOS? // Sim. Geralmente, os quadros coincidem com a fase do desmame, quando os bebês começam a frequentar a escolinha e têm contato com outras crianças. “Como o pequeno está formando seu repertório de imunidade, os resfriados são frequentes nos primeiros anos. Mas estabilizam por volta dos 5 ou 6 anos, quando ele já desenvolveu anticorpos contra os vírus já contraídos”, diz Dr. Celso Granato.

FAZER REPOUSO AJUDA A RECUPERAR DA GRIPE? // Sim. “O repouso diminui a sobrecarga do organismo, que pode concentrar mais sua energia para combater a infecção, além de evitar que a doença se dissemine”, fala Dr. Celso Granato, que reforça a importância de também se alimentar e se hidratar bem durante a recuperação.

A VACINA CAUSA ALGUM TIPO DE REAÇÃO? // Ela pode causar apenas dor, inchaço e coceira no local da aplicação.

“Mas basta fazer compressa de água morna para amenizar o desconforto, que dura dois dias no máximo”, ensina o médico.

QUEM DEVE TOMAR A VACINA? // Em geral, pessoas mais suscetíveis a infecções, como as grávidas, os idosos e as crianças até 2 anos de idade. No entanto, cuidadores de idosos e profissionais da saúde também deveriam receber a vacina, comenta Dr. Celso Granato.

POR QUE ALGUNS MÉDICOS SÃO CONTRA A VACINA? // Para Dr. Celso Granato, é falta de conhecimento sobre o assunto ser contra a vacina. “Para a imunização, é usado o virus morto, portanto a vacina não é capaz de prejudicar o paciente. Além disso, diferentemente do que acontece com as bactérias e o uso de antibióticos, a imunização não torna o vírus mais forte e resistente”, compara o médico. “Ao tomar a vacina, você está ensinando ao organismo qual é a resposta boa que ele tem que ter para que o vírus não ataque”, esclarece.

EXISTE ALGUMA CONTRAINDICAÇÃO PARA A VACINA? // Segundo Dr. Celso Granato, apenas pessoas alérgicas ao ovo não têm recomendação para receber a vacina, já que ela é produzida com a clara do ovo. Mas é um fenômeno muito raro, coloca o médico. Mesmo pessoas com HIV positivo podem recebê-la, uma vez que se trata de um vírus morto.

A VACINA É 100% EFICAZ? // Não, pois depende da resposta imunológica do paciente em produzir os anticorpos. “Os idosos, por exemplo, têm o organismo mais fragilizado e podem não produzir muitos anticorpos, facilitando o contágio com um mesmo vírus”, explica o médico, que ainda assim reforça a importância da vacinação na tentativa de prevenir infecções mais graves. “Geralmente, os casos que evoluem para insuficiência respiratória e pneumonia acontecem em pessoas não vacinadas”, alerta Dra. Janete. Outro ponto importante a ser esclarecido é que a imunidade da vacina da gripe não é para sempre. Mantemos um bom nível de anticorpos por cerca de seis meses, depois, diminui. Por isso, é importante tomar a vacina anualmente, mesmo que seja para os mesmos vírus, esclarece a médica.

ALÉM DA VACINA, COMO É POSSÍVEL SE PREVENIR DE GRIPES E RESFRIADOS? // Geralmente, contraímos a infecção no contato com alguma secreção da pessoa infectada, seja por gotículas expelidas pela boca (através da saliva) ou pelo nariz (com os espirros ou secreções nasais). Daí a importância de evitar lugares fechados com aglomeração de pessoas, como nos transportes públicos, e também higienizar bem as mãos várias vezes ao longo do dia. “O uso de máscara seria importante. No entanto, o modelo mais comum, encontrado nos centros cirúrgicos, ainda permite que o vírus ultrapasse. O ideal é usar um tipo especial que possui filtro de carvão e uma trama que impede totalmente sua passagem”, finaliza Dra. Janete.

A VACINA É 100% EFICAZ? // Não, pois depende da resposta imunológica do paciente em produzir os anticorpos. “Os idosos, por exemplo, têm o organismo mais fragilizado e podem não produzir muitos anticorpos, facilitando o contágio com um mesmo vírus”, explica o médico, que ainda assim reforça a importância da vacinação na tentativa de prevenir infecções mais graves. “Geralmente, os casos que evoluem para insuficiência respiratória e pneumonia acontecem em pessoas não vacinadas”, alerta Dra. Janete. Outro ponto importante a ser esclarecido é que a imunidade da vacina da gripe não é para sempre. Mantemos um bom nível de anticorpos por cerca de seis meses, depois, diminui. Por isso, é importante tomar a vacina anualmente, mesmo que seja para os mesmos vírus, esclarece a médica.

FAZER REPOUSO AJUDA A RECUPERAR DA GRIPE? // Sim. “O repouso diminui a sobrecarga do organismo, que pode concentrar mais sua energia para combater a infecção, além de evitar que a doença se dissemine”, fala Dr. Celso Granato, que reforça a importância de também se alimentar e se hidratar bem durante a recuperação.​​​

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