Nove meses de muita tranquilidade
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 Nove meses de muita tranquilidade


 Nove meses de muita tranquilidade  

Conheça as mudanças que acontecem em cada trimestre no corpo da mulher e com o bebê dentro da barriga, além dos exames que irão acompanhá-la do começo ao fim da gestação.

PRIMEIRO TRIMESTRE CORPO DE GRÁVIDA // Uma revolução se inicia no corpo a partir do momento em que o embrião se forma. A cintura engrossa e mais sangue passa a ser produzido para transportar nutrientes para o feto. Nessa fase, a barriga ainda não aparece, mas a mulher já começa a ganhar peso. Logo nas primeiras semanas, elevam-se os níveis de hormônios progesterona e beta HCG, que, além de deixar os seios mais doloridos, causam náuseas, enjoos e prisão de ventre.

O BEBÊ // Em três dias, o embrião chega à cavidade uterina, onde se fixa e começa a se desenvolver. No primeiro mês, ele é menor do que um grão de arroz e não consegue ser visto no ultrassom. Na quinta semana, as células do coração do feto estão a todo vapor e formam o órgão, que pode bater até 190 vezes por minuto. O cérebro cresce rápido. Mãos e pés vão se formando e, ao final do terceiro mês, o bebê já tem boca, nariz e os genitais estão praticamente formados.

Ele mede de 10 a 12 centímetros e pesa 50 gramas.

Assim que a gravidez for confirmada, seu medico deve orientá-la sobre os exames que devem ser feitos para garantir sua saúde e a do bebê

OS PRIMEIROS EXAMES

Assim que for confirmada a gravidez, a futura mãe sai da primeira consulta com um check-up completo para avaliar a sua saúde e a do bebê. Basicamente, estes são os exames realizados no primeiro trimestre nas gestações de baixo risco. Nas de alto risco, que envolvem gestantes com hipertensão crônica, diabetes e lúpus, por exemplo, estes e vários outros exames são solicitados pelo obstetra de maneira criteriosa e individual para cada caso.

EXAMES DE SANGUE // O médico vai pedir mais de 15 diferentes testes sanguíneos, em uma única coleta de sangue. Entre eles, estão: Hemograma completo: investiga se a grávida tem anemia ou alguma infecção. Tipagem sanguínea – determina o tipo de sangue (ABO) e o fator Rh. Glicemia: verifica os níveis de glicose no sangue e a existência de diabetes gestacional. Sorologias: diagnosticam possíveis infecções virais, bacterianas e causadas por protozoários, que podem causar más-formações e problemas graves para o bebê.

EXAME DE URINA E DE FEZES // É a análise da primeira urina da manhã, que detecta infecção urinária. Já o exame de fezes investiga a presença de parasitas que possam roubar os nutrientes e prejudicar a gravidez.

PAPANICOLAU // Avalia se existem processos inflamatórios e lesões no colo do útero, podendo ser feito com segurança em qualquer trimestre da gestação.

ULTRASSOM OBSTÉTRICO INICIAL // Esse primeiro ultrassom deve ser realizado preferencialmente por via transvaginal por volta da sétima semana de gravidez. Essa é a melhor época para visualizar o útero, os ovários e o embrião, que mede cerca de 1 centímetro. Nesse exame, o médico verifica a quantidade de embriões, sua localização, se existem áreas de descolamento da placenta, miomas e avalia com precisão o tempo de gestação.

ULTRASSOM MORFOLÓGICO DE 1º TRIMESTRE // “Deve ser realizado entre 11semanas e zero dia e 13 semanas e seis dias de gestação, para avaliar o risco de doenças genéticas do bebê (rastreamento genético) e grandes más-formações, como anencefalia”, explica Dr. Márcio Pires, médico fetal da a+. O risco é avaliado principalmente pela medida de uma pequena área translúcida na nuca do feto, a translucência nucal (TN), que está aumentada em cerca de 85-90% dos fetos com síndrome de Down, doença genética mais frequente.

NIPT (Noninvasive Prenatal Testing)// Segundo Dr. Márcio, é especialmente indicado para gestantes com mais de 40 anos, que buscam um diagnóstico precoce e que não traga riscos para o feto. Bastante inovador, o NIPT analisa diretamente células do bebê no sangue materno, pesquisando os cromossomos 21, 13, 18, X e Y, para excluir de maneira extremamente confiável as síndromes de Down, Edwards, Patau e Turner. Recentemente, o Grupo Fleury disponibilizou também o NIPT ampliado, que, além dos cromossomos analisados pelo NIPT, é capaz de diagnosticar outras síndromes, como a de DiGeorge e mais algumas de difícil diagnóstico. É indicado apenas para as mamães que tiveram bebês com doenças extremamente raras.

SEGUNDO TRIMESTRE CORPO DE GRÁVIDA // Nessa fase, as formas da mulher ficam mais arredondadas e a barriga fica mais aparente. “Por volta de 14 semanas, o médico passa a mensurar a altura uterina com uma fita métrica para acompanhar a evolução da gravidez”, comenta o médico. Os enjoos tendem a desaparecer, mas, no final desse trimestre, o cansaço pode surgir novamente. É preciso se manter ativa para fugir das cãibras e ganhar fôlego. Se for sedentária e tiver liberação médica, são indicadas atividades sem impacto, como pilates e hidroginástica.

O BEBÊ // É no quarto mês que a maioria das mães consegue descobrir o sexo do bebê. Nessa fase, os dedinhos das mãos e dos pés também estão formados, e os pelos começam a crescer. O pequeno não enxerga, mas já ouve, por isso as mamães podem investir nas conversas e cantos. Ao final desse trimestre, o bebê está praticamente formado, apesar dos pulmões não serem eficientes. No entanto, ele é magrinho – pesa entre 900 gramas e 1,2 quilo no final do trimestre.

Ao longo da gestação, o vínculo de amor e de cuidados entre mãe e filho vai sendo construído

EXAMES DO SEGUNDO TRIMESTRE

A jornada está praticamente na metade do caminho e o médico orienta a futura mãe a fazer novos exames:

ULTRASSOM MORFOLÓGICO COM DOPPLER // Ele é solicitado entre a 20ª e a 24ª semanas e analisa em detalhes as estruturas do bebê, como ossos e órgãos, sendo capaz de detectar cerca de 90% das más-formações, além de cardiopatias. “Ainda monitora o fluxo sanguíneo no feto, no cordão umbilical e nas artérias uterinas”, explica o médico.

MEDIDA DO COLO DO ÚTERO // Esse exame é realizado por um ultrassom transvaginal e verifica se o colo do útero apresenta uma abertura precoce ou se o comprimento está curto para a idade gestacional, o que pode causar complicações durante a gestação. “Ele é indicado, principalmente, para gestantes com histórico de parto prematuro”, coloca o médico.

GLICEMIA // Feito por volta da 24ª semana, esse exame de sangue é indicado para avaliar se a gravida desenvolveu diabetes gestacional, doença comum depois do sexto mês de gravidez.

TERCEIRO TRIMESTRE CORPO DE GRÁVIDA // Por volta da 30ª semana, o útero passa a pressionar órgãos internos, causando azia e indigestão. A bexiga também é atingida pelo peso, aumentando a vontade de ir ao banheiro. Episódios de corrimento podem surgir por causa da alteração de pH da vagina e também as infecções urinárias. As pernas e pés ficam inchados e vale elevá-los sempre que houver oportunidade. Por volta do oitavo mês, a altura uterine é de 36 a 38 centímetros e a gestante pode sentir contrações irregulares e de pequena duração, geralmente menos de 30 segundos. Quando a mãe sentir a barriga ficar toda dura, com ou sem dor a cada 5 minutos, inicia- se o trabalho de parto.

O BEBÊ // Nessa fase, ele começa a ganhar peso e acumular gordura, os pelos engrossam e os pulmões amadurecem a cada dia. As conexões cerebrais se intensificam e o pequeno aguça seus sentidos. Aos poucos, ele vai ficando sem espaço, e em mais de 90% das vezes fica de cabeça para baixo, posição ideal para o parto normal.

EXAME DA RETA FINAL

Para se despedir da gravidez, mais um exame de imagem é feito, aumentando a expectativa da mãe pela chegada do bebê:

ULTRASSOM OBSTÉTRICO // É indicado depois da 30ª semana, mas pode variar de acordo com o médico. Essa é a última checagem, que avalia o crescimento e o peso do bebê e a quantidade de líquido amniótico. Em alguns casos, a função placentária também pode ser avaliada pela dopplerfluxometria, quando solicitada pelo obstetra.

Peixe

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