Seu sangue revela muito de você
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 Seu sangue revela muito de você


 Seu sangue revela muito de você  

Hemácia: Glóbulos vermelhos
O sangue confunde-se com a própria vida. Apenas uma gotinha pode ser suficiente para avaliar o estado de saúde do organismo. Mas será que você sabe mesmo tudo que ele revela?

 

O que é o sangue? Por que ele é vermelho? Quantos litros cabem no nosso corpo? Se desde os tempos da escola você não faz essas perguntas, que tal aproveitar a espera e olhar para o assunto com mais curiosidade? O sangue confunde-se com a própria vida, como costumam dizer. Na medicina diagnóstica, por exemplo, nenhum exame é tão simples e eficaz. Apenas uma gota já aponta se alguém é anêmico, por exemplo. Com mais algumas, é possível detectar de disfunções hormonais a doenças infecciosas ou deficiências imunológicas. Quer saber tudo que os médicos descobrem sobre você apenas examinando uma gotinha? Com a ajuda da médica Maria Carolina Pintão, hematologista do Grupo Fleury, você entende agora por que seu sangue é tão revelador.

 
POR QUE O SANGUE É VERMELHO?
O que o torna vermelho é uma reação química que acontece quando respiramos. Uma boa parte das células sanguíneas são as hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos. Essas células são carregadas de hemoglobina, molécula rica em ferro. A cada respiração, trazemos oxigênio para dentro do corpo e isso oxida o ferro presente na hemoglobina. É essa reação que faz a coloração do sangue avermelhar.

 

 
PARA QUE SERVE O SANGUE?
Basicamente, ele distribui o oxigênio e os nutrientes que mantêm nosso organismo vivo. Mas também é uma de nossas armas de defesa. O sangue é composto por um líquido amarelado chamado plasma que contém células em suspensão, como os glóbulos vermelhos (hemácias), os brancos (leucócitos) e as plaquetas. As hemácias são transportadoras de oxigênio. Os leucócitos, no entanto, são encarregados de defender o organismo contra os invasores, e isso inclui desde um grão de poeira até um vírus. As plaquetas entram em cena no caso de uma lesão num vaso, por exemplo. Elas constroem no local uma barreira que impede a passagem da corrente sanguínea para evitar uma hemorragia.

 

 
ANEMIA É UMA DOENÇA DO SANGUE?
Não se costuma usar a expressão “doença” do sangue. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a anemia como uma condição na qual o conteúdo de hemoglobina dos tais glóbulos vermelhos do sangue está abaixo do normal. Isso, em geral, é resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais. Estima-se que 90% das anemias sejam causadas por falta de ferro, que é essencial na fabricação das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo. Algumas anemias, no entanto, podem ter razões hereditárias, como a talassemia e a anemia falciforme. Só o médico pode diagnosticar e decidir qual é o tratamento mais indicado para qualquer um dos tipos de anemia.

 

 
QUALQUER UM PODE DOAR SANGUE?
Não, nem todo mundo pode ser doador de sangue. Para proteger tanto quem doa quanto quem vai receber o sangue existem alguns critérios determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde. É necessário ter mais de 18 e no máximo 69 anos, peso igual ou superior a 50 kg, não estar gripado ou resfriado e não ter feito tatuagem nos últimos seis meses. Gestantes não devem ser doadoras. Quem tem comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis ou usa drogas ilícitas injetáveis também não pode doar sangue.

 

 
QUAIS SÃO OS TIPOS SANGUÍNEOS E POR QUE PRECISAMOS SABER QUAL É O NOSSO?
Segundo o Ministério da Saúde, em 2014 foram realizadas no Brasil mais de 3 milhões de transfusões de sangue. Você pode precisar de uma em caso de emergência, como um acidente, ou rotineiramente, em função de algumas doenças, como câncer. O problema é que nem todo sangue é igual, e nem todos os tipos sanguíneos são compatíveis entre si, por isso é importante você saber qual é o seu. Além dos componentes básicos (células vermelhas, células brancas, plaquetas e plasma), o sangue tem alguns marcadores, proteínas que o organismo usa para identificar suas próprias células sanguíneas. Tudo isso ocorre em nível microscópico, mas no caso de uma transfusão, identificar se o seu sangue possui marcadores compatíveis com o do doador pode ser a diferença entre seu organismo aceitar o sangue que está entrando ou tratá-lo como um invasor. Os marcadores mais importantes são o ABO e Rh, mas existem muitos outros. O ABO é determinado pelas proteínas chamadas de A e B, que podem aparecer sozinhas (tipo A ou tipo B), juntas (tipo AB) ou podem estar ausentes (tipo O). Já o Rh possui uma proteína chamada D, identificada inicialmente no macaco da espécie Rhesus, daí o nome. E se você receber um sangue não compatível com o seu? As complicações podem variar em intensidade e gravidade, e vão desde reações alérgicas até anemia aguda. Para evitar isso, os bancos de sangue sempre realizam a tipagem sanguínea, assim como outros testes, antes de liberar o sangue para a transfusão.

 

 
O QUE O EXAME DE SANGUE REVELA AOS MÉDICOS?
Quase toda doença deixa pistas no sangue. O exame avalia se as inúmeras substâncias que o compõem estão dentro dos limites da normalidade. A avaliação é estatística. Normal é em geral considerado o resultado de 95% da população, levando em conta filtros como idade, sexo, raça e outros fatores. Mas o médico precisa desconfiar de algum problema e pedir o exame específico que vai avaliar a quantidade e a forma de determinado elemento. O resultado é interpretado pelos equipamentos e pelo analista, que ajudam o médico a confirmar ou não sua hipótese diagnóstica.

 

 
POR QUE É NECESSÁRIO APERTAR O BRAÇO NA HORA DO EXAME DE SANGUE?
Porque quando apertada, a veia fica mais proeminente e visível. É mais fácil de puncioná-la. Em geral, amarra-se uma tira de borracha (torniquete) ao redor do braço, a veia é localizada e o local onde vai ser introduzida a agulha é limpo com álcool ou iodo.

 

 
COMO MANTER A SAÚDE DO SANGUE?
A melhor recomendação é levar uma vida saudável, alimentar-se bem e se manter hidratado, dormir bem, praticar exercícios e tentar diminuir o estresse no dia a dia.

 

 
CRIANÇAS TÊM MENOS SANGUE QUE OS ADULTOS?
Sim, porque a quantidade de sangue depende do peso e da altura do indivíduo. Um adulto tem cerca de 5 litros de sangue, que representam até 7% de seu peso. Para bombear esse volume de líquido para todas as partes do corpo, o coração precisa bater 70 vezes por minuto. A cada batida, ele movimenta 90 ml de sangue e faz o fluxo percorrer mais de 96.500 quilômetros de veias, artérias e outros vasos.

 

 
POR QUE, EVENTUALMENTE, SAI SANGUE PELO NARIZ?
O nariz contém muitos vasos sanguíneos minúsculos, bem próximos da superfície. Esses vasinhos podem facilmente ser rompidos por algum trauma ou por outros fatores, como o ar seco, que resseca as membranas nasais, deixando-as mais suscetíveis às infecções e hemorragias. Ao contrário da crença popular, é contraindicado inclinar a cabeça para trás, pois corre-se o risco de desviar o sangue para os pulmões. Para estancar o sangue, inclinar ligeiramente a cabeça para frente e fazer uma compressão local geralmente são medidas suficientes.
 
 

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Você sabia que é possível receber o resultado errado de um exame de sangue se o laboratório não for confiável? Na a+, o funcionamento correto dos equipamentos e dos reagentes é controlado diariamente por meio de testes rigorosos. Além de aparelhos de última geração, também houve uma evolução nos tipos de reagentes e nas possibilidades de análise. Um ganho recente diz respeito às grávidas. Antes, para detectar a síndrome de Down no feto, as futuras mães precisavam fazer exames invasivos e que implicavam um risco, ainda que pequeno, de aborto, como a biópsia do vilo corial e a amniocentese. Hoje, graças a novíssimas tecnologias, é possível fazer esse mesmo diagnóstico por meio de um exame de sangue. Algumas gotas apenas já são suficientes para tranquilizar médicos e futuros pais sobre a saúde do bebê, antes mesmo de ele nascer.

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